domenica 8 febbraio 2009

because I never wonder...

Luzes no horizontes que dançam ao som dos ritmos nocturnos. Em background o timbre de alguém que conta uma piada e entretêm os demais. Risos estridentes acompanhados de uma música não menos interessante. Exultação. Na mesa, despojos de um jantar tardio à volta de uma mesa quadrada, libertam cheiros para uma atmosfera sabor a chocolate. Continuam os risos e a música, acompanhados por uma envergonhada melodia de um jovem trovador, que se faz sentir na ressaca de uma boa gargalhada. Num canto, um casal troca carícias e olhares, num ritual marcado pelo compasso de um beijo breve. Noutro, um peculiar compositor que anseia por uma noite de inspiração, que lhe liberte consciência de uma tarde inglória, observa uma moça que sonha com o seu dia de amanhã. Noutro, o dito jovem trovador acompanhado por uma menina de olhos verde ameno, poetisa invejável. Noutro, um rapaz que se faz ouvir num tom acima, contemplado pelo olhar deliciado da sua cara-metade.

Lá fora, as luzes continuam a dançar perante um luar descontinuado na presença de nuvens finórias. Uma mescla de silhuetas e vultos paira sobre a cidade enfeitiçada. Lá fora, um burburinho musical ecoa nos terraços e telhados da colina. Lá fora, vêem-se minúsculas pessoas ao longe numa azáfama típica de um Sábado à noite, quase Domingo de madrugada. Lá fora, grandes barcos entram no Tejo, anunciando a sua chegada, com a exuberância de um espectáculo luminoso digno de registo. Lá fora, aviões cruzam o céu rasgado pelos holofotes das discotecas e bares nocturnos, abalando o silêncio da noite. Sente-se o pulsar da noite Lisboeta.

Acendo um cigarro para me aquecer da brisa fria que entra pela janela…

…mais um avião. Dou uma última passa e liberto o fumo num longo suspiro…

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