sabato 20 giugno 2009
1939 Returning
“ Shukhov adormeceu completamente satisfeito, feliz. Fora bafejado por vários golpes de sorte durante aquele dia: não o haviam posto no xadrez; não tinham enviado a brigada para o Centro; surripiara uma tigela de kasha ao almoço; o chefe da brigada fixara bem as rações; construíra uma parede e tirara prazer do seu trabalho; arranjara aquele pedaço de metal e conseguira passá-lo; recebera qualquer coisa de Tsezar, à noite; comprara o tabaco. E não caíra doente.
Um dia sem uma nuvem carregada, sombria. Quase um dia feliz.
Contava já no seu activo três mil seiscentos e cinquenta e três dias como este. Desde o primeiro até ao último toque na barra do carril.
Os três dias suplementares pertenciam a anos bissextos.”
lunedì 1 giugno 2009
Dia P
Aquele suspiro dizia tudo. Mais um olhar para o céu, mais um momento em que o vento levava as palavras ditas a um só tom.
A sua vida era um autêntico quadro cubista, uma realidade desconjuntada, aparentemente perfeita, onde algo não batia certo.
“É só mais um dia”, pensava ela novamente.
Só mais um entre tantos outros, à espera da palavra errada, do dia P, do momento certo para dizer a toda a gente aquilo que a faria bater com a cabeça de tal modo que poderia nunca mais voltar a cair.
E só quando sentiu o seu mundo a tremer, a dividir-se em dois, tendo um pé de cada lado, percebeu como estava sozinha.
Um dia era apenas mais um mês. Uma conversa só mais um monólogo, uma viagem só mais um sonho, uma foto só mais um espelho vazio a contrastar com a mente.
Após várias ameaças, as fundações começaram a ceder. Caiu pela primeira vez ao fim de mais de duas décadas. Percebeu finalmente que há várias maneiras de morrer e não era esta aquela que tinha idealizado.
A sua vida era um autêntico quadro cubista, uma realidade desconjuntada, aparentemente perfeita, onde algo não batia certo.
“É só mais um dia”, pensava ela novamente.
Só mais um entre tantos outros, à espera da palavra errada, do dia P, do momento certo para dizer a toda a gente aquilo que a faria bater com a cabeça de tal modo que poderia nunca mais voltar a cair.
E só quando sentiu o seu mundo a tremer, a dividir-se em dois, tendo um pé de cada lado, percebeu como estava sozinha.
Um dia era apenas mais um mês. Uma conversa só mais um monólogo, uma viagem só mais um sonho, uma foto só mais um espelho vazio a contrastar com a mente.
Após várias ameaças, as fundações começaram a ceder. Caiu pela primeira vez ao fim de mais de duas décadas. Percebeu finalmente que há várias maneiras de morrer e não era esta aquela que tinha idealizado.
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