lunedì 17 dicembre 2007
sabato 15 dicembre 2007
mercoledì 5 dicembre 2007
Não chovia
Não chovia. Apenas pontuais raios de sol rasgavam o céu, numa timidez que faziam prever um desfecho cinzento e molhado… voltava das suas viagens.
No bolso trazia algumas moedas, as quais iria certamente guardar, para um dia mais tarde olhar para elas e recordar as histórias que estas escondem. Na alma trazia a felicidade, e a satisfação de ter contemplado as mais belas paisagens que alguma vez vira. Paisagens estas que levam a imaginação do homem para além das montanhas que as definem. De tal modo coloridas que se confundem com a palete de um pintor.
A viagem fora longa, mas a chegada à estação central da sua cidade, iluminou-lhe o sorriso. Sentia-se pronto para outra.
Para trás, ficaram horas de viagem a ouvir musica e a contemplar como a paisagem muda, ora cidade, ora campo, ora estação. O frenesim de entradas e saídas interrompia o silêncio pautado pelo rolar das carruagens rumo a Manchester.
Era tarde. O tímido sol escondia-se no horizonte.
Apressou o passo rumo a casa. Alguém o esperava. Deambulou pelas ruas seguindo para poente, chocando ocasionalmente com a multidão que se dirigia no sentido oposto, procurando apanhar o próximo comboio rumo a… sei lá.
Para trás ficam as saudades de um dia bem passado… as gargalhadas… as histórias… os
olhares.
Continuou a deambular. Estava mais próximo de casa… quando a viu. Por detrás do vidro sujo da vitrina da florista, um sorriso resplandecente iluminava o rosto de uma rapariga. De uma beleza simples, ocultava o seu corpo com um avental a dizer “ flowershop”, e por debaixo do seu chapéu, duas curtas e loiras tranças, dançavam ao ritmo do canto das flores.
Entrou. O seu sorriso assaltou-o de rompante, aquecendo-o do frio que se fazia sentir no exterior.
Não hesitou e comprou uma flor…
No bolso trazia algumas moedas, as quais iria certamente guardar, para um dia mais tarde olhar para elas e recordar as histórias que estas escondem. Na alma trazia a felicidade, e a satisfação de ter contemplado as mais belas paisagens que alguma vez vira. Paisagens estas que levam a imaginação do homem para além das montanhas que as definem. De tal modo coloridas que se confundem com a palete de um pintor.
A viagem fora longa, mas a chegada à estação central da sua cidade, iluminou-lhe o sorriso. Sentia-se pronto para outra.
Para trás, ficaram horas de viagem a ouvir musica e a contemplar como a paisagem muda, ora cidade, ora campo, ora estação. O frenesim de entradas e saídas interrompia o silêncio pautado pelo rolar das carruagens rumo a Manchester.
Era tarde. O tímido sol escondia-se no horizonte.
Apressou o passo rumo a casa. Alguém o esperava. Deambulou pelas ruas seguindo para poente, chocando ocasionalmente com a multidão que se dirigia no sentido oposto, procurando apanhar o próximo comboio rumo a… sei lá.
Para trás ficam as saudades de um dia bem passado… as gargalhadas… as histórias… os
olhares.
Continuou a deambular. Estava mais próximo de casa… quando a viu. Por detrás do vidro sujo da vitrina da florista, um sorriso resplandecente iluminava o rosto de uma rapariga. De uma beleza simples, ocultava o seu corpo com um avental a dizer “ flowershop”, e por debaixo do seu chapéu, duas curtas e loiras tranças, dançavam ao ritmo do canto das flores.
Entrou. O seu sorriso assaltou-o de rompante, aquecendo-o do frio que se fazia sentir no exterior.
Não hesitou e comprou uma flor…
domenica 2 dicembre 2007
venerdì 30 novembre 2007
LABORATORIO DI PROGETTAZIONE ARCHITETTONICA
Estou neste momento na aula de projecto, já assisti á parte teórica, estamos agora na parte prática e como já acabei as fotomontagens que queria para apresentar hoje, tenho de manter uma postura séria de quem está concentrado a trabalhar no seu computador, tal como os restantes colegas de turma.
Aproveito por isso para escrever este post bastante rápido onde se pode ver o ambiente de trabalho(?) na sala.
Posso ser chamado a qualquer momento para apresentar…
Aproveito por isso para escrever este post bastante rápido onde se pode ver o ambiente de trabalho(?) na sala.
Posso ser chamado a qualquer momento para apresentar…
mercoledì 28 novembre 2007
O terceiro...
"O terceiro gostava de escrever, condição natural que o impedia de fazê-lo sobre si próprio."
Não, nós não nos esquecemos... o próprio não o pode fazer, mas nós podemos...
Chegou a altura de falar daquele que podem ver na nossa fotografia de entrada do blog... não é o primeiro, nem o segundo, como o próprio disse é o terceiro, da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita...
“Nasceu a 7 de Julho de 1986 (…) passado alguns anos, em 2007, foi fazer erasmus em Milão, local para onde levou também o seu filho Mac que ao contrário da maior parte das crianças, era esta que o mantinha entretido. Através dele, “o terceiro” ouvia o seu jazz enquanto ocasionalmente tinha de trabalhar.
Ficou conhecido, na sua passagem por Milão como o chefe de cozinha com os pratos mais elaborados, onde se destacam o ensopado de borrego ou o coelho frito, também devido ao facto de ser um exigente apreciador de comida e bebida.
Dedica grande parte do seu tempo relacionando-se com a arte, seja através da música, da literatura, do cinema ou da arquitectura, entre outras. E devido ao facto de ser um grande admirador da sétima arte, fez com que se tornasse mais recentemente num dos principais produtores e realizadores de curtas-metragens da famosa zona de San Babila, que poderão ser vistas por qualquer um na internet.
“O terceiro”, segundo alguns amigos próximos, é o génio da comedia, e está sempre disponível para animar uma conversa e provocar grandes gargalhadas nas pessoas á sua volta, disparando um pouco do seu veneno em todas as direcções. Quem o conhece diz que nunca o viu realmente chateado…
Tem uma personalidade muito forte que por vezes cria situações de colisão com diversas pessoas, desde colegas a professores, mas que por outro lado estabelece relações de maior confiança e amizade com as pessoas mais próximas.” *
*- Texto retirado da Wikipédia
Não, nós não nos esquecemos... o próprio não o pode fazer, mas nós podemos...
Chegou a altura de falar daquele que podem ver na nossa fotografia de entrada do blog... não é o primeiro, nem o segundo, como o próprio disse é o terceiro, da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita...
“Nasceu a 7 de Julho de 1986 (…) passado alguns anos, em 2007, foi fazer erasmus em Milão, local para onde levou também o seu filho Mac que ao contrário da maior parte das crianças, era esta que o mantinha entretido. Através dele, “o terceiro” ouvia o seu jazz enquanto ocasionalmente tinha de trabalhar.
Ficou conhecido, na sua passagem por Milão como o chefe de cozinha com os pratos mais elaborados, onde se destacam o ensopado de borrego ou o coelho frito, também devido ao facto de ser um exigente apreciador de comida e bebida.
Dedica grande parte do seu tempo relacionando-se com a arte, seja através da música, da literatura, do cinema ou da arquitectura, entre outras. E devido ao facto de ser um grande admirador da sétima arte, fez com que se tornasse mais recentemente num dos principais produtores e realizadores de curtas-metragens da famosa zona de San Babila, que poderão ser vistas por qualquer um na internet.
“O terceiro”, segundo alguns amigos próximos, é o génio da comedia, e está sempre disponível para animar uma conversa e provocar grandes gargalhadas nas pessoas á sua volta, disparando um pouco do seu veneno em todas as direcções. Quem o conhece diz que nunca o viu realmente chateado…
Tem uma personalidade muito forte que por vezes cria situações de colisão com diversas pessoas, desde colegas a professores, mas que por outro lado estabelece relações de maior confiança e amizade com as pessoas mais próximas.” *
*- Texto retirado da Wikipédia
sabato 24 novembre 2007
Meravigliosa Creatura
Molti mari e fiumi attraversero
Dentro la tua terra mi ritroverai
Turbini e tempeste io cavalchero
Volero tra il fulmini per averti
Meravigliosa creatura sei sola al mondo
Meravigliosa creatura paura di averti accanto
Occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
Amore e vita meravigliosa
Luce dei miei occhi
Brilla su di me
Voglio mille lune
Per accarezzarti
Pendo dai tuoi sogni
Veglio su di te
Non svegliarti
Non svegliarti
Non svegliarti....ancora
Meravigliosa creatura sei sola al mondo
Meravigliosa paura d'averti accanto
Occhi di sole mi tremano le parole
Amore e vita meravigliosa
Meravigliosa creatura un bacio lento
Meravigliosa paura d'averti accanto
All'improvviso tu scendi nel paradiso
Muoio d'amore meraviglioso
Meravigliosa
Dentro la tua terra mi ritroverai
Turbini e tempeste io cavalchero
Volero tra il fulmini per averti
Meravigliosa creatura sei sola al mondo
Meravigliosa creatura paura di averti accanto
Occhi di sole mi bruciano in mezzo al cuore
Amore e vita meravigliosa
Luce dei miei occhi
Brilla su di me
Voglio mille lune
Per accarezzarti
Pendo dai tuoi sogni
Veglio su di te
Non svegliarti
Non svegliarti
Non svegliarti....ancora
Meravigliosa creatura sei sola al mondo
Meravigliosa paura d'averti accanto
Occhi di sole mi tremano le parole
Amore e vita meravigliosa
Meravigliosa creatura un bacio lento
Meravigliosa paura d'averti accanto
All'improvviso tu scendi nel paradiso
Muoio d'amore meraviglioso
Meravigliosa
De Gianna Nannini per voi
giovedì 22 novembre 2007
Boléro de Ravel
Acordou repentinamente naquela manhã antes da hora habitual. Um sentimento inexplicável alastrava-se da sua barriga para tomar conta de todos os seus membros. Estava irrequieto. Ouviu uma ou duas notas soltas.
Levantou-se de um ápice sem perceber que estranha força o empurrava. Uma música inédita nascia de dentro de si.
Sem saber porquê sentia-se culpabilizado por tudo aquilo que nunca havia feito. Sentia que não tinha sido ninguém. Sabia que tinha sido um indivíduo inútil do ponto de vista da sociedade enquanto elemento singular. Uma nova vontade de mudar apoderara-se dele. Queria fazer algo de bom. Queria ser melhor. Queria contribuir com algo dele para o Mundo. Mas não sabia o quê.
Deambulou. Depois parou. Sentou-se. Pensou. Que estranha sensação o fazia querer ser melhor. Não sabia como. Ouvia notas mudas que tentavam exclamar algo.
Levantou-se, olhou-se ao espelho e encontro no reflexo os olhos duma criança entusiasmada que esperava a indicação dum caminho. A música dentro de si crescia. Ganhava expressão. Indicava uma resposta.
Vestiu-se. Saiu de casa. As notas graves aceleraram-lhe o passo. Por dentro, vibrava. Descia os degraus dois a dois. Três a três. Saltava lanços de escadas inteiros. Voava. Sentiu a música ganhar uma intensidade crescente.
Sorria perante a mudança que se preparava para efectuar na sua vida. Iria finalmente fazer a diferença. Encontrou na música que agora se tornava grandiosa a resposta para o vazio que tinha sido a sua vida.
Porque a vida não faz sentido se nos limitarmos a passar ao lado. A oportunidade é só uma e não saber o que fazer com ela atira-nos para a enorme massa de gente cujos nomes desconhecemos. Ele não queria ser desconhecido. A ambição dominava todo o seu ser.
Saiu determinado a gravar na pedra da História o seu nome com letras garrafais.
Sentir o que se deve realmente fazer acontece, com sorte, uma vez na vida. A expressão no seu rosto deixava adivinhar esse sentimento.
Nem se apercebeu que já saíra do prédio onde morava. Lançou-se pela rua com um único objectivo na mente. A música estava imparável.
As notas eram asas que, sobrepostas, o faziam atravessar a multidão.
Foi tarde demais quando se apercebeu do autocarro que se aproximava a uma velocidade fatal. Teve tempo para sentir o coração cair da altura do andar onde morava e esborrachar-se no seu corpo.
A música, com toda a sua intensidade, parou!
Levantou-se de um ápice sem perceber que estranha força o empurrava. Uma música inédita nascia de dentro de si.
Sem saber porquê sentia-se culpabilizado por tudo aquilo que nunca havia feito. Sentia que não tinha sido ninguém. Sabia que tinha sido um indivíduo inútil do ponto de vista da sociedade enquanto elemento singular. Uma nova vontade de mudar apoderara-se dele. Queria fazer algo de bom. Queria ser melhor. Queria contribuir com algo dele para o Mundo. Mas não sabia o quê.
Deambulou. Depois parou. Sentou-se. Pensou. Que estranha sensação o fazia querer ser melhor. Não sabia como. Ouvia notas mudas que tentavam exclamar algo.
Levantou-se, olhou-se ao espelho e encontro no reflexo os olhos duma criança entusiasmada que esperava a indicação dum caminho. A música dentro de si crescia. Ganhava expressão. Indicava uma resposta.
Vestiu-se. Saiu de casa. As notas graves aceleraram-lhe o passo. Por dentro, vibrava. Descia os degraus dois a dois. Três a três. Saltava lanços de escadas inteiros. Voava. Sentiu a música ganhar uma intensidade crescente.
Sorria perante a mudança que se preparava para efectuar na sua vida. Iria finalmente fazer a diferença. Encontrou na música que agora se tornava grandiosa a resposta para o vazio que tinha sido a sua vida.
Porque a vida não faz sentido se nos limitarmos a passar ao lado. A oportunidade é só uma e não saber o que fazer com ela atira-nos para a enorme massa de gente cujos nomes desconhecemos. Ele não queria ser desconhecido. A ambição dominava todo o seu ser.
Saiu determinado a gravar na pedra da História o seu nome com letras garrafais.
Sentir o que se deve realmente fazer acontece, com sorte, uma vez na vida. A expressão no seu rosto deixava adivinhar esse sentimento.
Nem se apercebeu que já saíra do prédio onde morava. Lançou-se pela rua com um único objectivo na mente. A música estava imparável.
As notas eram asas que, sobrepostas, o faziam atravessar a multidão.
Foi tarde demais quando se apercebeu do autocarro que se aproximava a uma velocidade fatal. Teve tempo para sentir o coração cair da altura do andar onde morava e esborrachar-se no seu corpo.
A música, com toda a sua intensidade, parou!
mercoledì 21 novembre 2007
quem nos abre a porta... ou devia

Nooooooo.... Donna nooooooo.... Signora, Signora Anna!! Pero Donna noooooo....noooooooooo
Cá está... a Sr.ª Pinguina. ou Donna...
Não que exista tal apelido, mas poderá comparar-se com este curioso animal, devido não só à sua baixa estatura, mas também à sua cómica maneira de andar!
Como qualquer animal que se preze, tem sentimentos, comportamentos, atitudes... uma peculiar maneira de ser que contagia as nossas vivências.
É figura presente no dia-a-dia, e partilha connosco um pouco da sua boa ou má disposição. Nem sempre se mostra... Por vezes apenas se distingue uma silhueta por detrás das portas de vidro... Por vezes não.
Quisemos compreende-la melhor...
Buscámos respostas através de perguntas, demos a provar as nossas mais diversas especialidades, tentamos comprar a sua amizade…
Será que conseguimos?
The truth is out there…..
Cá está... a Sr.ª Pinguina. ou Donna...
Não que exista tal apelido, mas poderá comparar-se com este curioso animal, devido não só à sua baixa estatura, mas também à sua cómica maneira de andar!
Como qualquer animal que se preze, tem sentimentos, comportamentos, atitudes... uma peculiar maneira de ser que contagia as nossas vivências.
É figura presente no dia-a-dia, e partilha connosco um pouco da sua boa ou má disposição. Nem sempre se mostra... Por vezes apenas se distingue uma silhueta por detrás das portas de vidro... Por vezes não.
Quisemos compreende-la melhor...
Buscámos respostas através de perguntas, demos a provar as nossas mais diversas especialidades, tentamos comprar a sua amizade…
Será que conseguimos?
The truth is out there…..
martedì 20 novembre 2007
Primeiras...
Frases…
“ainda faltam 10 meses… (agora 8 e meio…)”; “é por isso que o país não anda para a frente…”; “é o que eu digo…”, “vamo lá RRaúl…”
Impressões…
grande, fria, enorme, central, cara, cheia de Gente, (aparentemente) segura, gigante, colossal, capital da moda, torra guita …
Saídas…
Rolling Stone, Hollyood, Old Fashion, …
Comidas…
ensopado de borrego, (apple) strudel de atum, vichyssoise, carne assada, massas, tartes, e algures por ai virá um coelho…
Personagens…
Pinguina, Marco “mamone”, Montanari, Montanhês, Capitão/Pescador, Impala III, …
Rotinas...
“ainda faltam 10 meses… (agora 8 e meio…)”; “é por isso que o país não anda para a frente…”; “é o que eu digo…”, “vamo lá RRaúl…”
Impressões…
grande, fria, enorme, central, cara, cheia de Gente, (aparentemente) segura, gigante, colossal, capital da moda, torra guita …
Saídas…
Rolling Stone, Hollyood, Old Fashion, …
Comidas…
ensopado de borrego, (apple) strudel de atum, vichyssoise, carne assada, massas, tartes, e algures por ai virá um coelho…
Personagens…
Pinguina, Marco “mamone”, Montanari, Montanhês, Capitão/Pescador, Impala III, …
Rotinas...
Otto e mezzo
O quotidiano não passa de uma repetição de actos irreflectidos que constituem o acumular daquilo a que chamamos dia.
O quotidiano é uma característica muito reveladora da personalidade de uma cidade. É importante para ela. O quotidiano é para uma cidade aquilo que o cabelo é para uma senhora. A cidade penteia o seu quotidiano antes de sair para a rua. Quer parecer bonita aos olhos das outras.
As pessoas habitam a cidade e vivem o seu quotidiano. São as pessoas que se adaptam à cidade e não o contrário.
Quando eu era pequeno achava que a cidade é que se adaptava ao meu quotidiano. A cidade e tudo à minha volta. A inconsciência de se ser pequeno faz-nos acreditar que o espaço e o tempo se moldam para nos acolher. É mentira e custa a acreditar. As pessoas deixam de ser pequenas quando descobrem que o espaço e o tempo não se moldam à sua medida. Algumas pessoas nunca descobrem.
As pessoas não escolhem como são. São fruto dos caprichos da cidade que habitam. As pessoas altas habitaram cidades com grandes pés-direitos. As pessoas coxas habitaram cidades cujo passeio só existia num dos lados da rua. As pessoas velhas habitaram cidades em que o sol não aparecia.
Eu habitei sempre a mesma cidade, até há um mês e meio.
A minha cidade era feita de altos e baixos. Esta não é.
A minha cidade tinha luz todo o ano. Esta não tem.
A minha cidade já me conhecia há vinte e um anos. Esta nem sabe o meu nome.
Quando cheguei tinha dez meses para me deixar moldar pelo quotidiano da minha nova cidade.
Agora, qual Fellini, tenho oito e meio...
O quotidiano é uma característica muito reveladora da personalidade de uma cidade. É importante para ela. O quotidiano é para uma cidade aquilo que o cabelo é para uma senhora. A cidade penteia o seu quotidiano antes de sair para a rua. Quer parecer bonita aos olhos das outras.
As pessoas habitam a cidade e vivem o seu quotidiano. São as pessoas que se adaptam à cidade e não o contrário.
Quando eu era pequeno achava que a cidade é que se adaptava ao meu quotidiano. A cidade e tudo à minha volta. A inconsciência de se ser pequeno faz-nos acreditar que o espaço e o tempo se moldam para nos acolher. É mentira e custa a acreditar. As pessoas deixam de ser pequenas quando descobrem que o espaço e o tempo não se moldam à sua medida. Algumas pessoas nunca descobrem.
As pessoas não escolhem como são. São fruto dos caprichos da cidade que habitam. As pessoas altas habitaram cidades com grandes pés-direitos. As pessoas coxas habitaram cidades cujo passeio só existia num dos lados da rua. As pessoas velhas habitaram cidades em que o sol não aparecia.
Eu habitei sempre a mesma cidade, até há um mês e meio.
A minha cidade era feita de altos e baixos. Esta não é.
A minha cidade tinha luz todo o ano. Esta não tem.
A minha cidade já me conhecia há vinte e um anos. Esta nem sabe o meu nome.
Quando cheguei tinha dez meses para me deixar moldar pelo quotidiano da minha nova cidade.
Agora, qual Fellini, tenho oito e meio...
dove abita?
Há quem lhe chame bar de alterne, casino ou sala de jogo...
Há quem lhe chame casa...
Pertence a um tal de Enrico Montanari, homem de negócios obscuros. Um homem com um grave problema de hiperidrose, ou seja, as suas glândulas sudoríparas produzem demasiado suor, quando se esforça demasiado. Apertar um parafuso por exemplo... Mas todos nós temos confiança nele ( subiu a renda, torneiras a pingar, baratas...) ok... o João confia nele...
Estamos nesta metrópole há mais de mês e meio...
e esta é a nossa...
Há quem lhe chame casa...
Pertence a um tal de Enrico Montanari, homem de negócios obscuros. Um homem com um grave problema de hiperidrose, ou seja, as suas glândulas sudoríparas produzem demasiado suor, quando se esforça demasiado. Apertar um parafuso por exemplo... Mas todos nós temos confiança nele ( subiu a renda, torneiras a pingar, baratas...) ok... o João confia nele...
Estamos nesta metrópole há mais de mês e meio...
e esta é a nossa...
mercoledì 14 novembre 2007
Ponto Um!
O primeiro possuía um dom inigualável para cozinhar tartes!
Rapaz de estatura média e corpo magro (aquisição recente!) gostava do desporto, da música, da arquitectura e de outras artes. Acompanhava-se de uma guitarra e fazia-se ouvir em acordes variados daqueles que admirava. Nas horas vagas guardava o tempo para soltar uma boa gargalhada perante situações que o divertiam. Gostava basicamente de achincalhar, actividade que desenvolvia com o aguçar do seu amargo sarcasmo.
Tinha sobretudo bom fundo e era um em quem se podia confiar.
O segundo, de tez ligeiramente mais carregada, falava com a boca e com as mãos. Afirmava as palavras que proferia com convicção suficiente para convencer os demais. Gostava de aprender e gostava de ensinar. Apaixonava-se a cada momento. Andava pela rua a observar corações (e os seios que os ocultavam). Não se sabia ao certo de que terra era. Deambulava pela noite na companhia dum pequeno cantil prateado, onde guardava ouro líquido.
Também este era bom rapaz.
O terceiro gostava de escrever, condição natural que o impedia de fazê-lo sobre si próprio.
Caminharam os três para longe da cidade que habitavam à procura não se sabe bem do quê. Ao fim de largas semanas pararam.
Chegaram a uma cidade grande, com ruas grandes e passeios grandes. Os edifícios eram grandes, assim como as montras dos edifícios eram grandes. As portas e as janelas eram grandes, e os átrios de entrada eram grandes.
As pessoas eram normais, ainda que um pouco maquilhadas....
No centro grande da cidade grande erguia-se um monumento grande.
Era difícil a qualquer um dos três encontrar outro adjectivo para classificar o sítio que encontraram, por isso decidiram ficar por ali.
Sentaram-se a uma mesa para contar histórias....
Rapaz de estatura média e corpo magro (aquisição recente!) gostava do desporto, da música, da arquitectura e de outras artes. Acompanhava-se de uma guitarra e fazia-se ouvir em acordes variados daqueles que admirava. Nas horas vagas guardava o tempo para soltar uma boa gargalhada perante situações que o divertiam. Gostava basicamente de achincalhar, actividade que desenvolvia com o aguçar do seu amargo sarcasmo.
Tinha sobretudo bom fundo e era um em quem se podia confiar.
O segundo, de tez ligeiramente mais carregada, falava com a boca e com as mãos. Afirmava as palavras que proferia com convicção suficiente para convencer os demais. Gostava de aprender e gostava de ensinar. Apaixonava-se a cada momento. Andava pela rua a observar corações (e os seios que os ocultavam). Não se sabia ao certo de que terra era. Deambulava pela noite na companhia dum pequeno cantil prateado, onde guardava ouro líquido.
Também este era bom rapaz.
O terceiro gostava de escrever, condição natural que o impedia de fazê-lo sobre si próprio.
Caminharam os três para longe da cidade que habitavam à procura não se sabe bem do quê. Ao fim de largas semanas pararam.
Chegaram a uma cidade grande, com ruas grandes e passeios grandes. Os edifícios eram grandes, assim como as montras dos edifícios eram grandes. As portas e as janelas eram grandes, e os átrios de entrada eram grandes.
As pessoas eram normais, ainda que um pouco maquilhadas....
No centro grande da cidade grande erguia-se um monumento grande.
Era difícil a qualquer um dos três encontrar outro adjectivo para classificar o sítio que encontraram, por isso decidiram ficar por ali.
Sentaram-se a uma mesa para contar histórias....
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