Fantasia ou realidade. Ambas são criadoras de momentos que nos deixam perplexos perante a diversidade da vida. Procura-se a fronteira, explora-se o limite máximo até perder a noção espaço/tempo, e encontrar a resposta à mais ínfima e pertinente questão, que nos assalta de manhã ao acordar, e à noite ao deitar. Assalta-te quando sais de casa e quando a ela chegas. É um jogo que se vive num constante saltitar de cenários e personagens, umas mais reais que outras, ou pelo menos assim pensamos. Acercam-se de ti com perguntas disparatadas e frases incoerentes. Pensamentos incompletos e opiniões diversas. Limitam-se a levantar questões em prole de uma sociedade cada vez mais regrada e suja de mentiras que corrompem o ser humano. Sentes a opressão em ti, mas no entanto aceitas como uma fatalidade. Encaras o mundo com um sorriso nos lábios. Ages com sabedoria e sensatez, mas também com uma boa dose de loucura e emoção. Procuras percorrer o teu caminho.
Encaras a vida como uma dádiva, uma oportunidade para trazer algo a uma realidade, dentro de um determinado contexto. Como num tabuleiro de xadrez, tens um objectivo, uma táctica e as tuas peças. Podes jogar na defensiva ou ao ataque. Podes ser audaz ou podes ser cauteloso. Mas invariavelmente, o jogo tem apenas dois destinos… ou ganhas ou perdes.
Imaginar jogar contra nós próprios, jogador real vs jogador fantasioso, é como se automaticamente perdesses e ganhasses todos os jogos. Por vezes um pedaço em ti ganha. O outro não. É isso que nos mantém ligados ao mundo, num sistema complexo de sucesso e derrota, que não é mais que o sucesso ou derrota do teu ataque à dama do jogador adversário. É uma jogada importante, mas não decisiva. Isto é, o sucesso desta jogada não vai determinar a vitória. Eventualmente o ataque à rainha pode ser um erro tendo em conta futuras jogadas, mas no entanto rasgas um sorriso de satisfação. É como se invariavelmente os dois adversários “tu”, estivessem de certo modo interligados por uma sequência de jogadas e decisões que, apesar de tudo tende sempre para um desfecho pré destinado. Aos olhos de um leigo, o jogador com mais peças na mesa, está a ganhar, ou seja tudo indica que o desfecho seja o jogador A ganha ao jogador B. Mas no entanto, contra todas as expectativas e convicções dos demais, o jogador B ganha. Ninguém esperava é certo, mas ganhou.
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